Análise da capacidade de carga de duas estacas escavadas a partir de provas de carga lentas

José Camapum de Carvalho; Renato Pinto Cunha; Edimarques Pereira Magalhães; Carlos Medeiros Silva; Maurício Martines Sales

No Brasil a maioria dos projetos de fundação é elaborada a partir de ensaios de campo como o SPT e o cone. Raras são as obras nas quais são realizadas provas de carga como critério de projeto ou de averiguação de projeto. Dependendo da estratigrafia do terreno, os resultados destes ensaios de campo não traduzem bem o comportamento do solo para a projeção da obra como um todo, seja pelo seu aspecto pontual seja pela presença de importantes dobramentos no perfil de solo. Em algumas áreas do Distrito Federal, a presença destes dobramentos impõe à obra diferentes cotas de assentamento das fundações. O artigo proposto analisa o comportamento de duas estacas instrumentadas de 60 cm de diâmetro escavadas com o uso de lama bentonítica e assentes nas cotas de 13,4 m e 19,8 m. As provas de carga foram efetuadas com intuito de se averiguar a capacidade de carga das fundações de uma obra localizada em solo residual de ardósia. Os resultados mostram ainda que o tempo de estabilização das cargas na prova de carga lenta pode constituir-se numa importante ferramenta de avaliação da capacidade de carga da fundação.

José Camapum de Carvalho; Renato Pinto Cunha; Edimarques Pereira Magalhães; Carlos Medeiros Silva; Maurício Martines Sales, (2002). Análise da capacidade de carga de duas estacas escavadas a partir de provas de carga lentas. XII Congresso Brasileiro de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica, I Congresso Luso-Brasileiro de Mecânica das Rochas, São Paulo, SP, p.p 1305-1312.

 

 
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