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Se
há mérito em identificar e reparar patologias,
muito maior haverá em evitá-las, e neste ponto
um projeto
estrutural de qualidade deverá analisar diferentes
alternativas técnicas que viabilizem o empreendimento
tanto em segurança,
como em manutenção e custos.
As rápidas
mudanças nos sistemas construtivos refletem-se na
engenharia estrutural. Cada vez mais os profissionais desta
área devem estar atentos à compatibilização
entre novos materiais e técnicas.
Este
é o grande desafio do engenheiro projetista, manter-se
responsavelmente familiarizado às novidades, tais
como ferramentas, técnicas contrutivas e materiais,
servindo-se de suas benesses, avaliando criteriosamente
seu custo-benefício e buscando soluções
à altura dos novos desafios.
O uso
de ferramentas cada vez mais refinadas permitiu a verificação
de importantes alternativas, viabilizando tendências
arquitetônicas de fôrmas mais esbeltas e compatibilizando
as deformações proporcionadas pela menor rigidez.
Servindo-se
cada vez mais de soluções como lajes nervuradas,
protendidas, cogumelos, a engenharia estrutural se revolucionou
a fim de transformar sonhos em edificações.
Sintonizados a esta tendência, estudos proporcionaram
o aperfeiçoamento do concreto na direção
de maior resistência, maior compacidade e menor porosidade
superficial.
Não
bastasse isto, o advento dos superplastificantes viabilizou
a produção do Concreto de Alto Desempenho
- CAD, que além de elevada resistência, possui
uma estrutura densa, com um mínimo de vazios, elevado
módulo de elasticidade e impermeabilidade à
passagem de gases e agentes agressivos, que atacam o concreto
e as armaduras.
Aliando-se
a este material, armaduras com adequado cobrimento imprimiu-se
ao Concreto
Armado benefícios apreciáveis.
Cabe então, ao bom projetista, lançar mão
de soluções, técnicas e materiais adequados
que imprimam à estrutura os requisitos de qualidade
exigidos pela Norma Brasileira NBR
6118:
1-
Capacidade resistente, que consiste basicamente na segurança
à ruptura;
2- Desempenho
em serviço, que consiste na capacidade da estrutura
manter-se em condições pela utilização,
sem apresentar danos como fissuração, deformações
e vibrações comprometedoras.
3- Durabilidade,
que consiste na capacidade da estrutura resistir às
influências ambientais previstas.
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